Com 15% da população imunizada, Chile lidera vacinação na América do Sul

O país foi a primeiro sul-americano a iniciar a imunização contra a Covid-19; a proposta do governo local é vacinar 15 milhões de pessoas até o fim de julho

EFE/EPA/LOUISA GOULIAMAKIA maior parte das doses administradas foi adquirida da chinesa Sinovac, mas o país também possui contratos com a Pfizer, AstraZeneca/Oxford e Johnson & Johnson

O Chile tem a campanha de imunização mais bem-sucedida da América do Sul. Com 15% dos moradores vacinados – o equivalente a pouco mais de 3 milhões de pessoas -, o país é o único do continente que aplicou doses de vacinas em mais de 10% de sua população. Desde o início do processo de imunização,  o Chile já estava adiantado: também foi o primeiro sul-americano a iniciar a vacinação contra a Covid-19, em 24 de dezembro do ano passado. Já a vacinação em massa começou em 3 de fevereiro.

Tudo isso foi possível, principalmente, devido aos recursos investidos na compra de imunizantes: o governo de Sebastián Piñera assinou contratos para o fornecimento de cerca de 90 milhões de doses, o suficiente para vacinar duas vezes a população do país e ainda sobrar. A maior parte das doses administradas foi adquirida da chinesa Sinovac, a mesma aplicada no Brasil, mas o país também possui contratos com outros laboratórios, como a Pfizer, AstraZeneca/Oxford e Johnson & Johnson, além de fazer parte do consórcio Covax, da Organização Mundial da Saúde.

O plano do governo chileno é imunizar cinco milhões de pessoas , o que representa mais de 25% da sua população, até o fim de março e 15 milhões de pessoas até o fim de julho. Para isso, as autoridades chilenas têm aplicado vacinas em diversos espaços públicos, como escolas, shoppings e estádios de futebol. De acordo com o site Our World in Data, que administra dados da pandemia em todo mundo, poucas nações apresentam uma taxa de vacinação mais alta do que o Chile. Entre elas estão, por exemplo, Israel, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini



Fonte: Jovem Pan