Setor de feiras e eventos traz atividades para recuperar negócios no pós-pandemia

Ao todo, 380 expositores se reuniram para exibir seus produtos fisicamente na edição de 2022 da ABCasa Fair; cerca de R$ 2 bilhões foram negociados durante o evento

Reprodução/Youtube/ABCasa TVFaturamento do setor de artigos para casa e decoração em 2020 foi de R$ 87,7 bilhões, gerando 447 mil empregos

A pandemia de Covid-19 impactou a vida das pessoas em todo o mundo. Além da doença em si, das perdas humanas, as incertezas e as necessidades sanitárias trouxeram um forte impacto na economia. É praticamente impossível enumerar os setores e áreas que derreteram nos últimos anos, resultando em fechamentos, desemprego e dívidas. O segmento de feiras e eventos foi um dos que mais sentiu a paralisação forçada. Durante todo esse período, empresas de limpeza, segurança, montagem de estandes, alimentação, por exemplo, além dos próprios expositores, ficaram reféns do tempo. Por isso, a retomada atividades com o avanço da vacinação tem sido tão comemorado. Isso ocorreu na edição de 2022 da ABCasa Fair, em São Paulo. Essa é a maior feira de casa, presentes, decoração e utilidades domésticas da América Latina. Ao todo, 380 expositores se reuniram para exibir seus produtos fisicamente. A ideia é contribuir para o reaquecimento do setor, como explica Rafael Biasotto, vice-presidente da feira.

“A gente cuidou de todos os detalhes para cumprir os protocolos necessários para trazer segurança. Não só sanitária, mas segurança que o evento pudesse trazer boas oportunidades para todos os associados, principalmente em momento que as pessoas estão mais em casa, olhando para os seus cantinhos, procurando decoração, olhando seus ambientes. É esse bem-estar que o presente, a papelaria e jardinagem levam para as pessoas”, afirmou Biasotto. Para dar garantia de segurança aos expositores e aos 35 mil visitantes do Brasil e países vizinhos, todas as exigências do protocolo de segurança sanitária foram cumpridas. Lucas Buarim, diretor de marketing da Wolf, expôs seus produtos no evento e atesta a tranquilidade para a retomada. “Foi muito positivo a gente ter vindo. Tivemos visita de mais de 20 Estados no nosso estande. Acho que foi super importante essa aproximação de novo com os nossos clientes, representantes, pessoas que não se viam há bastante tempo, e que faz toda diferença quando você vai fazer negócio”, disse Buarim.

Murilo Pena é gerente comercial da Grilo, empresa do setor florista no nordeste. Ele usa seu próprio produto como exemplo para dizer que agora é tempo de florescer. “Essa é a mensagem. Essa mensagem esse ano. Estamos, acredito eu, saindo de uma situação muito difícil de pandemia e o tempo de florescer foi uma frase exatamente criada para simbolizar essa nova etapa. A gente tem que acreditar, tem que investir, tem que inovar, né? Muitos clientes ficaram na dúvida e diziam: ‘Não sei se eu vou, estou com medo’, mas todos vieram. Na hora que o cliente vê, que ele acredita, você tem que estar preparado. Foi essa a proposta da gente: abastecer o pessoal, comprar normal, chegar no evento com tudo que a gente tem de melhor para fazer uma boa feira”, explicou Pena. As ações no ambiente digital ajudaram muito, mas, nesse momento de retomada, os expositores estão bastante contentes com a movimentação do pessoal que está voltando a vivenciar esse ambiente de negócios, oque é bastante positivo para olhar para frente e deixar para trás o fantasma da pandemia. Com isso, cerca de R$ 2 bilhões foram negociados apenas durante o evento. O setor, mesmo com a pandemia, cresceu. De 2019 para 2020, o segmento de casa, decoração, presentes e utilidades aumentou 4,75%, afinal, as pessoas estavam mais tempo em casa com o isolamento e o home office. Segundo a última pesquisa divulgada pela associação, o faturamento do setor de artigos para casa e decoração em 2020 foi de R$ 87,7 bilhões, gerando 447 mil empregos diretos e indiretos.

*Com informações do repórter Fernando Martins



Fonte: Jovem Pan